
Vivemos a nossa vida construindo um castelo de areia, na esperança que ele jamais irá desmoronar, no intuito de embelezar não somente os nossos olhos mas os de todos que estão em nossa volta, na certeza que seremos as princesas e princípes do castelo construído. A questão é que nunca contamos com o tempo, não lembramos que existe um fator chamado vento que quase sempre leva a areia consigo em um soco de velocidade, e no lugar do castelo construído nos restam apenas a lembrança dele e os restos do espaço que antes quardava todos os nossos sonhos. Passamos um bom período da nossa existência construindo o castelo e depois armazenando os nossos sonhos nele, e quando o vento passa por nós aliviando o calor e trazendo consigo a destruição, pois nem tudo que é belo não traz más companhias, é que percebemos que a construção que quardava os nosso sonhos que antes pensavámos ser sólida, era simplesmente uma ilusão, pois tudo que resta é a poeira que ainda leva a areia antes firme aos nossos olhos. Quanto vale um sonho? Não sei! Ou talvez eu saiba, um sonho vale o período de vida que cada um tem. Cada sonho realizado você contrói mais um a ser e ter, parece que somos insaciáveis, sempre estamos em busca de algo, sempre estamos a sonhar na esperança de um dia nos sentirmos completos. O problema é que esquecemos que não há completude.
Devemos parar de sonhar? Jamais! É como pedir ao homem que deixe de se alimentar ou saciar a sua sede, o sonho é o alimento da alma, é a vitamina da esperança e o suprimento do futuro.
- Se eu posso fazer um pedido, não me leve os sonhos! Pegue minha carteira, conte as moedas e leve consigo. Destrua os móveis. Roube a minha vida, mas que deixe os meus sonhos, pois enquanto os sonhos vivem em mim, eu vivo pelos meus sonhos! O valor dos meus sonhos correspondem os minutos de vida calculados com a multiplicação da esperança que reina em mim.
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